Sessões     


Cores, Aromas e Sabores da TOSCANA     

Cores, Aromas e Sabores da TOSCANA

Por Joelma Santanita

Se tem um lugar no mundo em que você consegue unir belas paisagens, arquitetura, história, tendências da moda, boa gastronomia e excelentes vinhos, este lugar é a Toscana, na Itália. “Eu aprecio bons vinhos, mas o meu marido não bebe álcool, é um atleta”. Agora, imagine você bebendo um grande Brunello, Chianti Clássico e Vino Nobile, e olhando aquela paisagem maravilhosa, enquanto o seu marido pedala em meio às plantações de girassóis e lavandas…

Ou “Enquanto o meu namorado prova vinhos em várias vinícolas, me dedico a arquitetura e museus.”. Já pensou?  São só alguns exemplos da diversidade dessa bela província italiana. Sem dúvida uma viagem para todos os gostos. Então, eu, que adoro comer bem, vou dar algumas dicas das experiências que tive em Montepulciano e Montalcino. Seria impossível deixar aqui todos os lugares, cada um melhor que o outro, mas selecionei dois que marcaram pela tradição, requinte e sabor.

EM MONTEPULCIANO:

 

LA BOTTEGA DEL NOBILLE – RESTAURANTE E LOJA DE VINHOS

LA BOTTEGA DEL NOBILLE – RESTAURANTE E LOJA DE VINHOS

No coração da cidade de Montepulciano, o restaurante está nas caves de um antigo prédio e nasceu da consciência em comer e beber bem. A carta tem mais de 300 rótulos, e muitos deles, podem ser bebidos em taças. O Menu de La Bottega Nobile segue a tradição da Toscana com uma proposta muito simples e direta: Os profissionais te orientam para uma degustação equilibrada, com uma harmonização perfeita entre vinho e alimento.

OS PRATOS:

1) Ravioli recheado com funghi porcini e queijo pecorino. 2) Parpadella ao ragu de Chianina. 3) Coelho a Tradição da Toscana: confitado no azeite e caldo de legumes por mais de 3 horas em banho-maria dentro do forno. A carne fica com uma textura muito macia e saborosa. 4) Filé de Chianina (raça bovina da Toscana) com creme de lardo de Cinta Senese.

1) Ravioli recheado com funghi porcini e queijo pecorino.
2) Parpadella ao ragu de Chianina.
3) Coelho a Tradição da Toscana: confitado no azeite e caldo de legumes por mais de 3 horas em banho-maria dentro do forno. A carne fica com uma textura muito macia e saborosa.
4) Filé de Chianina (raça bovina da Toscana) com creme de lardo de Cinta Senese.

 

O VINHO:

 O Brunello Campo del Drago é o vinho top da vinícola Castiglion del Bosco. A Safra 2007 é excepcional, brilhante com muita complexidade, elegante e aromas de trufas. A garrafa deve ser decantada uma hora antes da degustação. E para finalizar o maravilhoso jantar, que tal uma grappa envelhecida?


O Brunello Campo del Drago é o vinho top da vinícola Castiglion del Bosco.
A Safra 2007 é excepcional, brilhante com muita complexidade, elegante e aromas de trufas. A garrafa deve ser decantada uma hora antes da degustação.
E para finalizar o maravilhoso jantar, que tal uma grappa envelhecida?

 

EM MONTALCINO:

Aconchegante e charmoso, com cozinha tradicional e belo atendimento. A carta de vinho é pequena mais bem elaborada, com grandes rótulos e preços honestos.

Aconchegante e charmoso, com cozinha tradicional e belo atendimento. A carta de vinho é pequena mais bem elaborada, com grandes rótulos e preços honestos.

 

OS PRATOS:

1) Ravioli de abobora com funghi porcini. 2) Javali a moda de Montalcino: cozido em oito horas ao molho de tomate.

1) Ravioli de abobora com funghi porcini.
2) Javali a moda de Montalcino: cozido em oito horas ao molho de tomate.

 

O VINHO:

 

Vinho Rosso di Montalcino 2009, vermelho rubi intenso, frutado, intensas notas de baunilha, aromas delicados de eucalipto, ameixas, bem estruturado, com um final longo, e que tem recebido boas pontuações de vários críticos: a vindima de 2009 foi classificado entre os 10 melhores vinhos desta região em relação ao número de prêmios ganhos. Espero que curtam as dicas! No próximo encontro falarei da Umbria. Aguardem…

Vinho Rosso di Montalcino 2009, vermelho rubi intenso, frutado, intensas notas de baunilha, aromas delicados de eucalipto, ameixas, bem estruturado, com um final longo, e que tem recebido boas pontuações de vários críticos: a vindima de 2009 foi classificado entre os 10 melhores vinhos desta região em relação ao número de prêmios ganhos.
Espero que curtam as dicas! No próximo encontro falarei da Umbria. Aguardem…

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Mais do que especiais…     

Mais do que especiais…

Nova safra dos famosos vinhos Scancio desembarca no Brasil

Em 2011, os vinhos esgotaram antes  mesmo de chegar. Agora, não deve ser diferente.

Em 2011, os vinhos esgotaram antes
mesmo de chegar. Agora, não deve ser diferente.

Se tem algo que agrada a gregos e troianos, ou melhor, a portugueses, espanhóis e em especial, brasileiros, é um bom vinho. Se vier de especialistas então, o prazer dobra, já que além de apreciar a bebida, se tem a certeza da qualidade. E falar em vinho é lembrar da Scancio, que agora traz uma nova safra de seus mais do que exclusivos vinhos ao Brasil. São eles o‘Scancio Reserva Alvarinho e Chardonnay 2014’ (branco, média de preço R$85), o ‘Scancio Reserva Touriga Nacional 2013’ (tinto, média de preço: R$98) e o ‘Syrah Scancio Private Selection Vinhas Velhas 2011’ (tinto, média de preço R$480). Para quem não sabe, Scancio quer dizer sommelier em Latim. Ou seja, com seu nome, presta uma verdadeira homenagem a estes profissionais de Portugal e do Brasil, que auxiliam seus clientes na escolha do melhor vinho para cada ocasião”, diz José Carlos Santanita, criador do projeto Scancio. Nos cortes preparados para esta edição especial desses vinhos participam como convidados José Neiva Correia, enólogo e proprietário da empresa DFJ vinhos (reconhecido em 2014 com o prêmio personalidade do vinho em Portugal atribuído pela revista de Vinhos) e Flavio Almeida, um dos pioneiros na divulgação e comercialização de vinhos no Brasil. Santanita, porém, faz questão de reforçar a importância do lançamento deste produto para o público brasileiro. “O Scancio Private Selection tem uma produção limitada a 1000 garrafas. Na Safra de 2011 o vinho quase esgotou mesmo antes de sair para o mercado só existindo neste momento 500 garrafas disponíveis para  comercializar no Brasil”. É ficar de olho, porque sim, vem coisa muito boa por aí.

 

Scancio
www.scancio.com.br

 

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Novidade contemporânea na Vila Nova Conceição     

Pratos contemporâneos, bem apresentados, e ambiente aconchegante e intimista dão o tom da nova casa

Despretensioso e aconchegante, que o ‘SER Cozinha Contemporânea’, passou a funcionar na Vila Nova Conceição

Despretensioso e aconchegante, que o ‘SER Cozinha Contemporânea’, passou a funcionar na Vila Nova Conceição

Sentar-se entre amigos para um almoço gostoso ou demorar-se um pouco mais em um jantar romântico, acompanhado de um bom vinho.

É assim, despretensioso e aconchegante, que  o ‘SER Cozinha Contemporânea’, passou a funcionar na Vila Nova Conceição, desde janeiro deste ano e é uma ótima opção para momentos agradáveis, com boa relação custo x benefício.

Dividido em dois ambientes, o restaurante com capacidade para 36 pessoas lembra os bistrôs parisienses, com janelas envidraçadas vermelhas – e funciona sob o comando do jovem chef Caio Gavioli (ex-Ecully, Baru e Marakuthai), que aposta em uma cozinha contemporânea, com apuro nos ingredientes, temperos e técnicas utilizadas, em porções bem servidas e apresentadas. “A cozinha contemporânea é criativa e flexível. E a apresentação é sempre alegre, cheirosa e multicolorida”, define o chef.

Não deixe de experimentar o saboroso ‘Salmão Grelhado’, com cogumelos salteados na manteiga de garrafa, arroz selvagem e creme de wasabi (R$58). Para aperitivo, peça a sugestão do barman Zenildo Oliveira como a ‘Caipirinha de Caju’. E para encerrar, nada melhor que o ‘Brigadeiro Cremoso com Amêndoas Crocantes’ (R22). Tente dividir se for capaz de resistir!

Pode levar o seu animalzinho de estimação, que por lá será bem vindo! Eles oferecem água fresca e filtrada para os pets.

 

SER Cozinha Contemporânea

Endereço: Rua João Lourenço, 367, Vila Nova Conceição – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3044-1420 – contato@sercozinhacontemporanea.com.br

Horários de funcionamento: Almoço: De segunda a 6ª, das 12h às 15h; sáb. e dom., da 12h às 16h. Jantar:  de segunda a sáb., das 19h às 23h.

Pet Friendly em sua área externa, wi-fi, ar condicionado, bar, aceita que o cliente leve o vinho (Taxa de Rolha: R$50).

 

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Portugal, Destino Tejo:     

Portugal, Destino Tejo:

Por Malu Abib

Ainda pouco explorada, a região do Tejo corresponde à única comunidade vitivinícola baseada em torno do Tejo, o maior rio português, que oferece ótimas condições climáticas para o cultivo das uvas - nacionais e estrangeiras.

Ainda pouco explorada, a região do Tejo corresponde à única comunidade vitivinícola baseada em torno do Tejo, o maior rio português, que oferece ótimas condições climáticas para o cultivo das uvas – nacionais e estrangeiras.

 

Por terras onde outrora mouros e celtas se digladiaram por uma nova nação, por caminhos escondidos onde se fez Portugal. Aí brota o Ribatejo. Berço de gente alegre que encontrou no espaço fértil e na natureza um aliado: o Rio Tejo, que rasga a terra e inunda suas margens de vida. Terras de vilas típicas, de cidades mo-dernas, onde o passado sorri ao futuro. E onde a gastronomia é motivo de orgulho e de boas memórias. É lá, no centro de Portugal, onde a Europa é mais ocidental, que se encontram os solos que emolduram o Tejo, e a tradição aliada a uma renovada tecnologia faz renascer os vinhos do Tejo, das margens do rio à conquista de um mundo que o reconhece com muita excelência, premiando-o como o primeiro dentre os primeiros.
Provenientes de três terroirs distintos, estes vinhos nascem do palpitar de um povo, que faz das vinhas família, que carrega as uvas ao som do fado e as pisa em um rito cheio de sentido. Séculos de aprendizagem unem-se às novas tecnologias, ampliando seus horizontes. E assim, quem experimenta os vinhos do Tejo: deixa-se envolver em novos mundos para descobrir.

 

Gastronomia contemporânea, jovens chefs:

O chef Rodrigo Castelo da ‘Taberna Ó Balcão’, localizada em Santarém.

O chef Rodrigo Castelo da
‘Taberna Ó Balcão’, localizada em Santarém.

Quem estiver em busca de uma noite portuguesa mais contemporânea tem que ir ao ‘Mãe Luisa’ (www.maeluisa.com), comandado pelo chef Igor Martinho, frequentado mais por portugueses do que por turistas.  Outro ‘hotspot’ é a ‘Taberna Ó Balcão’, do cativante chef Rodrigo Castelo, que reúne amigos e serve deliciosas tapas.

 

Tejo- região de vinhos excepcionais, ainda pouco explorada:

Ainda pouco explorada, a região do Tejo corresponde à única comunidade vitivinícola baseada em torno do Tejo, o maior rio português, que oferece ótimas condições climáticas para o cultivo das uvas – nacionais e estrangeiras. A região é conhecida pelo blends de castas como Touriga Nacional, Trincadeira, Fernão Pires, Arinto, e variedades internacionais como Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc e Chardonnay, que produzem excelentes brancos, tintos e rosados.
O Tejo separa três regiões distintas na produção de uvas: Bairro, Campo e Charneca. “Os Vinhos do Tejo são cada vez mais uma prova de qualidade, produ-zindo alguns dos mais reconhecidos vinhos de Portugal e do mundo, premiadíssimos em todos os mercados”, afirma Luís de Castro, Presidente da CVRTEJO.
Em alguns produtores do Tejo é possível marcar uma visita. Então se passar por lá, bom passeio e bons vinhos!

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Região do Tejo: Vinhos que fazem história     

Região do Tejo: Vinhos que fazem história

Por Luís de Castro
Presidente da CVRTEJO

Luís de Castro

Luís de Castro

Comissão Vitivinícola Regional do Tejo – CVRTEJO – www.vinhosdotejo.com, www.caravanadosvinhosdotejo.com.br – organização a que tenho a honra de presidir, tem por missão – entre outras importantes obrigações – ser a entidade que supervisiona, certifica e controla a produção de vinhos desta Região, dando destaque às suas características diferenciadoras. Por outro lado, promove e divulga a Região e os seus vinhos, ajudando os seus produtores a aumentar a presença dos seus vinhos nos mercados definidos como estratégicos em estudo feito em 2014 pela empresa Inglesa de consultadoria e marke-ting de vinhos, « Wine Intelligence » .
O Brasil, nosso País irmão, é um dos mercados designados como estratégico para esta Região Vitivinícola e para os seus vinhos, e portanto, iremos continuar neste grande País a concentrar os nossos esforços e meios para proporcionar um maior conhecimento da Região e dos seus vinhos, quer junto dos Media e Trade especializados, quer junto do público brasileiro. Por esse motivo, e para além das Grandes Provas anuais do Rio de Janeiro e São Paulo, vamos continuar a promover várias ações educativas da « Caravana dos Vinhos do TEJO » e do concurso de enogastronomia «TEJO Master», para que esses conhecimentos cheguem ao consumidor final. Também pretendemos promover a realização de visitas de Jornalistas e Representantes da Restauração e Trade Brasileiro a Portugal e à Região, afim de lhes proporcionar um conhecimento mais profundo de tudo aquilo que é a realidade do Tejo e o que a Região tem a oferecer para quem a visita ou simplesmente prova seus vinhos. E assim, para que eles possam transmitir esses conhecimentos aos seus leitores e clientes brasileiros.
O nome da Região – TEJO – desde logo dá a entender qual o território onde se encontra e, por outro lado, explica como ela se formou ao longo de milhões de anos. De fato o rio Tejo, que nasce na Espanha , atravessa toda a Região Vitivinícola do Tejo e deságua no Oceano Atlântico em Lisboa, foi sulcando um vale e formando em seu redor os 3 terroirs da Região:
– o Campo, junto ao rio e em ambas as margens, com solos aluvionares;
– a Charneca, na margem sul entre o Campo e o Alentejo, com solos arenosos;
– o Bairro , na margem norte entre o Campo e as Serras de Porto Mós, Candeeiros e Montejunto, com solos argilo-calcários.

O Rio Tejo acaba também por ter uma grande influência no clima moderado que existe, criando condições edafoclimáticas ideais para a cultura da vinha e produção de vinho.
Foi certamente por estes motivos que os nossos antepassados, há séculos, plantaram aqui os primeiros vinhedos. A arte e a tradição de produzir bons vinhos tem passado de geração em geração. E esses conhecimentos acumulados pelos nossos Produtores, associados às suas modernas e bem equipadas Adegas, e às excelentes condições que a Região possui para a produção de vinhos, permitem criar o que de melhor se produz em Portugal.
Por isso dizemos da Região do Tejo que a mesma foi formada por um Rio mas lapidada pela Tradição.

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O Tejo e suas castas     

O Tejo e suas castas

Por Diego Arrebola
Sommelier

Diego Arrebola

Diego Arrebola

O centro geográfico de Portugal está na DOC Tejo, e pode-se dizer que ali é o coração de Portugal! Essa posição equidistante entre todas as fronteiras nacionais, aliada a proximidade com Lisboa e ao clima moderado, faz do Tejo um território fértil a implantação das mais variadas castas, portuguesas e internacionais, que ali encontram as condições para a produção de grandes vinhos. Há uma imensa variedade de solos e microclimas, muito além da simples divisão entre o Campo, o Bairro e a Charneca, que permitem essa diversidade.
Embora as principais castas da região sejam as autóctones Castelão (tinta) e Fernão Pires (branca), são muitas ali cultivadas, das mais variadas origens, e que produzem vinhos de alta gama. Podemos citar as tintas Trincadeira, Aragonez, Touriga Nacional, e as brancas Arinto, Chardonnay e Sauvignon Blanc como as principais, mas é amplo o sortimento do que se pode encontrar por ali, abarcando castas como a Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Alvarinho, Malvasia, entre outras tantas, com resultados deveras surpreendentes.
O Tejo é uma terra de tradições e histórias, mas firma-se hoje no campo da vitivinicultura como um espaço de descobertas, com (boas) novidades e cada passo que se dá, em um permanente convite às novas experiências e a revelação de novos sabores.

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