Vinho     


Mais do que especiais…     

Mais do que especiais…

Nova safra dos famosos vinhos Scancio desembarca no Brasil

Em 2011, os vinhos esgotaram antes  mesmo de chegar. Agora, não deve ser diferente.

Em 2011, os vinhos esgotaram antes
mesmo de chegar. Agora, não deve ser diferente.

Se tem algo que agrada a gregos e troianos, ou melhor, a portugueses, espanhóis e em especial, brasileiros, é um bom vinho. Se vier de especialistas então, o prazer dobra, já que além de apreciar a bebida, se tem a certeza da qualidade. E falar em vinho é lembrar da Scancio, que agora traz uma nova safra de seus mais do que exclusivos vinhos ao Brasil. São eles o‘Scancio Reserva Alvarinho e Chardonnay 2014’ (branco, média de preço R$85), o ‘Scancio Reserva Touriga Nacional 2013’ (tinto, média de preço: R$98) e o ‘Syrah Scancio Private Selection Vinhas Velhas 2011’ (tinto, média de preço R$480). Para quem não sabe, Scancio quer dizer sommelier em Latim. Ou seja, com seu nome, presta uma verdadeira homenagem a estes profissionais de Portugal e do Brasil, que auxiliam seus clientes na escolha do melhor vinho para cada ocasião”, diz José Carlos Santanita, criador do projeto Scancio. Nos cortes preparados para esta edição especial desses vinhos participam como convidados José Neiva Correia, enólogo e proprietário da empresa DFJ vinhos (reconhecido em 2014 com o prêmio personalidade do vinho em Portugal atribuído pela revista de Vinhos) e Flavio Almeida, um dos pioneiros na divulgação e comercialização de vinhos no Brasil. Santanita, porém, faz questão de reforçar a importância do lançamento deste produto para o público brasileiro. “O Scancio Private Selection tem uma produção limitada a 1000 garrafas. Na Safra de 2011 o vinho quase esgotou mesmo antes de sair para o mercado só existindo neste momento 500 garrafas disponíveis para  comercializar no Brasil”. É ficar de olho, porque sim, vem coisa muito boa por aí.

 

Scancio
www.scancio.com.br

 

Leia Mais

Região do Tejo: Vinhos que fazem história     

Região do Tejo: Vinhos que fazem história

Por Luís de Castro
Presidente da CVRTEJO

Luís de Castro

Luís de Castro

Comissão Vitivinícola Regional do Tejo – CVRTEJO – www.vinhosdotejo.com, www.caravanadosvinhosdotejo.com.br – organização a que tenho a honra de presidir, tem por missão – entre outras importantes obrigações – ser a entidade que supervisiona, certifica e controla a produção de vinhos desta Região, dando destaque às suas características diferenciadoras. Por outro lado, promove e divulga a Região e os seus vinhos, ajudando os seus produtores a aumentar a presença dos seus vinhos nos mercados definidos como estratégicos em estudo feito em 2014 pela empresa Inglesa de consultadoria e marke-ting de vinhos, « Wine Intelligence » .
O Brasil, nosso País irmão, é um dos mercados designados como estratégico para esta Região Vitivinícola e para os seus vinhos, e portanto, iremos continuar neste grande País a concentrar os nossos esforços e meios para proporcionar um maior conhecimento da Região e dos seus vinhos, quer junto dos Media e Trade especializados, quer junto do público brasileiro. Por esse motivo, e para além das Grandes Provas anuais do Rio de Janeiro e São Paulo, vamos continuar a promover várias ações educativas da « Caravana dos Vinhos do TEJO » e do concurso de enogastronomia «TEJO Master», para que esses conhecimentos cheguem ao consumidor final. Também pretendemos promover a realização de visitas de Jornalistas e Representantes da Restauração e Trade Brasileiro a Portugal e à Região, afim de lhes proporcionar um conhecimento mais profundo de tudo aquilo que é a realidade do Tejo e o que a Região tem a oferecer para quem a visita ou simplesmente prova seus vinhos. E assim, para que eles possam transmitir esses conhecimentos aos seus leitores e clientes brasileiros.
O nome da Região – TEJO – desde logo dá a entender qual o território onde se encontra e, por outro lado, explica como ela se formou ao longo de milhões de anos. De fato o rio Tejo, que nasce na Espanha , atravessa toda a Região Vitivinícola do Tejo e deságua no Oceano Atlântico em Lisboa, foi sulcando um vale e formando em seu redor os 3 terroirs da Região:
– o Campo, junto ao rio e em ambas as margens, com solos aluvionares;
– a Charneca, na margem sul entre o Campo e o Alentejo, com solos arenosos;
– o Bairro , na margem norte entre o Campo e as Serras de Porto Mós, Candeeiros e Montejunto, com solos argilo-calcários.

O Rio Tejo acaba também por ter uma grande influência no clima moderado que existe, criando condições edafoclimáticas ideais para a cultura da vinha e produção de vinho.
Foi certamente por estes motivos que os nossos antepassados, há séculos, plantaram aqui os primeiros vinhedos. A arte e a tradição de produzir bons vinhos tem passado de geração em geração. E esses conhecimentos acumulados pelos nossos Produtores, associados às suas modernas e bem equipadas Adegas, e às excelentes condições que a Região possui para a produção de vinhos, permitem criar o que de melhor se produz em Portugal.
Por isso dizemos da Região do Tejo que a mesma foi formada por um Rio mas lapidada pela Tradição.

Leia Mais

O Tejo e suas castas     

O Tejo e suas castas

Por Diego Arrebola
Sommelier

Diego Arrebola

Diego Arrebola

O centro geográfico de Portugal está na DOC Tejo, e pode-se dizer que ali é o coração de Portugal! Essa posição equidistante entre todas as fronteiras nacionais, aliada a proximidade com Lisboa e ao clima moderado, faz do Tejo um território fértil a implantação das mais variadas castas, portuguesas e internacionais, que ali encontram as condições para a produção de grandes vinhos. Há uma imensa variedade de solos e microclimas, muito além da simples divisão entre o Campo, o Bairro e a Charneca, que permitem essa diversidade.
Embora as principais castas da região sejam as autóctones Castelão (tinta) e Fernão Pires (branca), são muitas ali cultivadas, das mais variadas origens, e que produzem vinhos de alta gama. Podemos citar as tintas Trincadeira, Aragonez, Touriga Nacional, e as brancas Arinto, Chardonnay e Sauvignon Blanc como as principais, mas é amplo o sortimento do que se pode encontrar por ali, abarcando castas como a Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Alvarinho, Malvasia, entre outras tantas, com resultados deveras surpreendentes.
O Tejo é uma terra de tradições e histórias, mas firma-se hoje no campo da vitivinicultura como um espaço de descobertas, com (boas) novidades e cada passo que se dá, em um permanente convite às novas experiências e a revelação de novos sabores.

Leia Mais

Cheers!     

Cheers!

Nova casa do Ecully tem menu de petiscos e uma cartela de vinhos de primeira…

Casa é parceira da mais nova loja Grand Cru  e seus mais de 1.400 rótulos de vinhos

Casa é parceira da mais nova loja Grand Cru
e seus mais de 1.400 rótulos de vinhos

Conhecido pelo delicioso cardápio de comida mediterrânea e contemporânea, assinado pela dupla de chefs Guilherme Tse Candido e Juliana Amorim, o Ecully terá uma nova casa. Além do restaurante inaugurado em fevereiro de 2013, em Perdizes, terá agora o Ecully Winebar, na Rua Diogo Jácome, onde, aliás, está funcionando a nova unidade da importadora Grand Cru, maior rede de lojas de vinho do Brasil.
O ambiente tem projeto da arquiteta Lina Idoeta, que dividiu o piso térreo para comportar os mais de 1.400 rótulos de vinhos da Grand Cru – e reservou o andar superior para o restaurante, com terraço e pequeno espaço para eventos, almoço e jantar. A decoração foi toda inspirada no universo dos vinhos e da gastronomia.
E o mais importante – a comida – continua tendo influências da França, Espanha, Portugal, Itália, com toques de brasilidade, tanto nos ingredientes, quanto no apuro da apresentação, oscilando entre a tradição delicada da França e as experimentações de vanguarda espanhola. “Apostamos na gastronomia de lugares que têm a ver com a nossa história de vida”, diz Juliana Amorim. Também terá um menu exclusivo de petiscos para o Ecully Winebar que inclui o ‘Salmão Defumado com Coulies de Frutas Vermelhas e Ricota Fresca Temperada’ e o ‘Brie Empanado com Manga’.

 

Ecully Winebar:
Rua Diogo Jácome, 361 – Vila Nova Conceição – SP
www.ecully.com.br
Tel.: (11) 2776-9504

Leia Mais

PARAÍSO dos vinhos     

PARAÍSO dos vinhos

Alta qualidade faz Região do Tejo virar rota obrigatória para sommeliers, enólogos e apaixonados pela bebida mais elegante do mundo

img_tejo3

img_tejo2

A proximidade ao Rio Tejo faz com  que a região produza vinhos brancos ricos, frutados  e de excelente acidez, além de tintos elegantes,  complexos e encorpados.

A proximidade ao Rio Tejo faz com que a região produza vinhos brancos ricos, frutados
e de excelente acidez, além de tintos elegantes, complexos e encorpados.

Quem gosta, e principalmente, entende de vinhos, sabe que Portugal anda investindo pesado em qualidade e fazendo bonito nesse vasto universo que envolve uma das mais elegantes e apreciadas bebidas do mundo. Em especial a região do Tejo que se antes era conhecida como uma área de vinhos vendidos à granel, em grandes volumes e preços baixos, agora é vista com bons olhos por estimular os produtores vinícolas a usar tecnologia das mais modernas para buscar a alta qualidade de seus vinhos. Fora a valorização das castas e o maior cuidado com o solo, o plantio e a produção de uvas. “A região é a única comunidade vitivinícola baseada em torno do maior rio português, o Tejo, que percorre o país desde o seu interior até Lisboa. Além disso, tem condições naturais ideais para a cultura da vinha, permitindo-nos criar os mais diversos estilos de vinhos, consistentes, de grande qualidade, atraentes e indicados para todas as ocasiões.” diz João Silvestre, Diretor Geral da CVRTEJO. “Como enólogos portugueses de qualidade, somos mestres na arte de lotear vinhos feitos a partir de castas nacionais e internacionais presentes na região, criando vinhos que são distintos e sempre agradáveis.”
Localizada no coração de Portugal, a Região do Tejo está imemorialmente ligada à produção de vinhos. E são muitas as referências históricas aos Vinhos do Tejo. Mas essa guinada em qualidade fez com que a região ganhasse uma imensa projeção internacional e fosse definitivamente colocada como rota obrigatória entre enólogos e sommeliers do mundo inteiro. Hoje, Tejo é, sem dúvida, elemento dominante e contribui de forma decisiva pelo nível de seus vários Terroirs – extensões de terras ideais para a produção vitícola. Engloba as sub-regiões de Tomar, Santarém, Cartaxo, Coruche, Chamusca e Almeirim e é influenciada pelo clima sub-mediterrâneo, além do próprio rio Tejo, o que acaba produzindo vinhos brancos ricos, frutados e de excelente acidez, além de tintos elegantes, complexos e encorpados.
A região do Tejo abrange cerca de 10% da área total de Portugal, estabelecida quase no centro do país lusitano. O clima é moderado, com temperaturas médias que variam de 15 a 16°C, e índices pluviométricos em torno de 750 mm. O solo é constituído por terra fértil, perfeita para uvas brancas, e em algumas partes argilo-calcários, ideal para as frutas tintas. As uvas mais normais da região do Tejo são as brancas Fernão Pires, Chardonnay e Arinto, e as tintas Casta Castelão, Trincadeira, Aragonês, Touriga Nacional e parcelas das internacionais Syrah, Merlot e Cabernet Sauvignon. Além dos vinhos, o Tejo chama a atenção pelos belos castelos e mosteiros construídos por monges guerreiros como o Convento de Cristo e o Tesouro da Arte Manuelina, outrora sede da Ordem dos Templários em Portugal. Também pela capital Santarém e seus tesouros de arte gótica e as vilas que, no passado, serviram de residência para a nobreza portuguesa passar férias e temporadas de caça em suas ricas estâncias às margens do rio. Por lá também se encontram os famosos cavalos da raça Puro-Sangue Lusitano, um animal nobre de postura grandiosa, temperamento inteligente e gentil, que é criado livremente nos campos de pastagens próximos ao Rio Tejo. Um lugar lindo, cheio de histórias e um paraíso de vinho da melhor qualidade. Precisa mais?

Leia Mais

O vinho Bad Boy fica aqui nos Jardins     

Breno Raigorodsky
Filósofo, publicitário, consultor de vinhos, idealizador do WineIn, articulista para várias publicações, autor dos livros Cervejaria, Vinícolas de Charme Itália, Embutidos, da sobrevivência à gastronomia, blog : winecoachbr.com

Já escrevi de passagem sobre o Jean Luc Thunevin, um grande herói do mundo do vinho, conhecido como “Bad Boy”, que soube se estabilizar no topo, aproveitando a fama conseguida pela força que o gigacrítico do vinho Robert Parker lhe deu, desde a sua primeira degustação do seu primeiro vinho, o Valandraud.
Já escrevi que em aula, em degustação às cegas, seu vinho Montagne de Saint Emilion foi campeão concorrendo com vinhos que custam algumas vezes mais. Já escrevi que o senhor Jean Luc Thunevin mostrou-se em conversas com jornalistas uma das pessoas mais brilhantes, sinceras e desarmadas que jamais tive oportunidade de entrevistar.
O que não escrevi é que seus vinhos estão à disposição dos brasileiros na Al.Franca 1225, entre a Hadock Lobo e a Augusta, na Casa do Porto, regida pelo Péricles Santos Gomes, com sua intuição para o que é bom em matéria de vinho, consolidada através de 27 anos de labuta.

Os vinhos Bad Boy estão à disposição dos brasileiros na Casa do Porto - Al.Franca 1225.

Os vinhos Bad Boy estão à disposição dos brasileiros na Casa do Porto – Al.Franca 1225.

Breno Raigorodsky – Péricles, como é ser exclusivo do Thunevin, este cara que mexeu com Bordeaux e sua caretice, quebrando tabus de vários séculos, ganhando status de primeiro time mesmo não fazendo parte da aristocracia bordalesa?
Péricles Santos Gomes – O seu primeiro vinho ganhou a nota mais alta de Bordeaux pelo Parker em 1993, safra 1991. Obviamente isso foi um grande incentivo na mídia e, claro, aproveitou para surfar na onda. Mas nunca deixou de trabalhar, comprar novos Terroirs e fazer grandes vinhos.
BR – Não se acomodou?
PSG – Mesmo depois do dinheiro e da fama, continuou vivendo com sua esposa em Saint Emilion e fazendo vinhos apenas por lá (Saint Emilion e Pomerol), com uma única exceção em Maury (Languedoc), sociedade com Roger Calvet.
BR – Como se deu este relacionamento entre o Jean Luc e você?
PSG – Eu conheci o Jean Luc nas capas das principais revistas de vinho do mundo, nunca me passou pela cabeça a relação co-mercial e de amizade que tenho com ele. Passava em frente ao seu escritório (onde mais tarde foi construída a loja, l Essencial, em St Emilion) e observava os detalhes. Somente alguns anos depois tive a oportunidade de conhece-lo e começamos os negócios.
Breno – O Valandraud Premier Grand Cru Classé de Saint Emilion tornou-se um dos vinhos mais conceituados do mundo, particularmente no Japão, o que eleva o preço de suas garrafas às alturas (o Chateau de Valandraud 6 L 1999 custa R$22 000,00)… Mas tem Thunevin acessível aos comuns dos mortais?
PSG – Na loja temos vinhos do Thunevin a partir de R$ 69,90: Chateau Subilaux 2007, Presidial 2006, R$ 87,00; Domaine Virginie 2006/2009 (!)/2011, R$ 130,00; Bad Boy 2010 R$ 185,00; Languedoc como o Cuvee Constance 2009, R$ 99,00 gfs (Grenache e Syrah), L. Amourette 2009, R$ 153,00 (são vinificados em cubas de concreto, eu gosto muito do estilo destes caldos). Uma novidade: um Vin De France Baby Bad Boy 2009, um assemblage de vinhos de Grenache do Languedoc com Merlot de Fronsac e Saint Emilion, R$ 125,00, um vinho que está fazendo o maior sucesso com as mulheres!
BR – Diz a lenda que você tem os melhores compradores de grandes vinhos, que você foi acumulando desde 1988 quando abriu a Casa do Porto. É isso que te sustenta ou é isso e mais o comprador comum?
PSG – Comprar vinhos é um assemblage de experiência e talento, a sorte passa longe disso. O marketing pode funcionar, as medalhas, os prêmios etc. mas o principal ingrediente é o conhecimento: do lugar, do produtor, da safra e, claro, do mercado. O preço final e o sucesso nas vendas faz a confiança crescer com o passar dos anos. Sou comerciante de piso de loja e gosto muito da relação com o cliente, de conhecê-lo… O resto é lenda!

Leia Mais