DO URBANO AO NATURAL     


DO URBANO  AO NATURAL

Beto Riginik abre sua mais nova exposição ao público, “Paisagem Composta – Do Estático ao Possibilismo de La Blache”, no Espaço Cultural Porto Seguro. Conhecido por suas imagens retratando cenários urbanos, dessa vez o fotógrafo utiliza a natureza para dar vida ao imaginário. Batemos um papo com Beto Riginik para conhecer mais sobre sua carreira.

 

O fotógrafo Beto Riginik cria cenários  imaginários em sua nova exposição (fotos abaixo)

O fotógrafo Beto Riginik cria cenários
imaginários em sua nova exposição

OPEN: Quando você decidiu dedicar sua vida profissional à fotografia?
Beto Riginik: Minha formação é Comunicação Social. Trabalhei 4 anos em agência de publicidade e em paralelo fotografava. Foi um caminho intuitivo, espontâneo e prático. Estava entre uma agência de publicidade e outra quando aluguei uma sala em uma casa em Pinheiros com mais uma sócia, dois fotógrafos e comecei a aprender a trabalhar com fotografia.

O que você procura transmitir com suas fotografias das paisagens urbanas nas grandes cidades?
Nasci e cresci em São Paulo. Daqui direto para algumas capitais tão grandes quanto. Meu repertório é muito urbano. Não tenho muita opção, procuro harmonia e uma certa organização visual no meu dia-a-dia. A beleza, paz ou qualquer outro estímulo que possa causar um impacto positivo dentro do caos urbano sempre foi um desafio.Absorver isso e devolver em forma de imagem é a missão.

E por que buscou a natureza em sua exposição “Paisagem Composta”?
O “porque” na fotografia ou em qualquer trabalho autoral é o que mais importa… O assunto foi escolhido talvez para dar um discurso sem radicalismo e mais flexível na ecologia. Talvez para fugir do meu lado urbano. Ou ainda me aprofundar no questionamento e divulgação de que a fotografia é só um ponto de vista e não a pura verdade. Mas é bem provável que só tenha a certeza depois de um certo distanciamento dessa produção ou fase.

Como é o processo criativo em seus trabalhos autorais como os da exposição “Paisagem Composta”?
Já experimentei produzir material a partir de algumas reflexões ou revisitar os meus arquivos a partir de algum direcionamento. Não existe muita regra. Só um discurso latente que pode ser consequência de algum pensamento concebido na hora ou que levou anos para maturar. Nesse caso, ao pesquisar o trabalho de La Blache, encontrei um discurso acadêmico que foi de encontro com o que eu acredito (por enquanto).

 

“Paisagem Composta – do estático 
ao possibilismo de La Blache”
Fotógrafo: Beto Riginik
Texto de apresentação: João Pedrosa
12 montagens (213cm X 313cm)
Visitação: de 28 de agosto a 3 de outubro
Espaço Cultural Porto Seguro
Avenida Rio Branco, 1489 – São Paulo (SP)
Entrada gratuita