O Tejo e suas castas     


O Tejo e suas castas

Por Diego Arrebola
Sommelier

Diego Arrebola

Diego Arrebola

O centro geográfico de Portugal está na DOC Tejo, e pode-se dizer que ali é o coração de Portugal! Essa posição equidistante entre todas as fronteiras nacionais, aliada a proximidade com Lisboa e ao clima moderado, faz do Tejo um território fértil a implantação das mais variadas castas, portuguesas e internacionais, que ali encontram as condições para a produção de grandes vinhos. Há uma imensa variedade de solos e microclimas, muito além da simples divisão entre o Campo, o Bairro e a Charneca, que permitem essa diversidade.
Embora as principais castas da região sejam as autóctones Castelão (tinta) e Fernão Pires (branca), são muitas ali cultivadas, das mais variadas origens, e que produzem vinhos de alta gama. Podemos citar as tintas Trincadeira, Aragonez, Touriga Nacional, e as brancas Arinto, Chardonnay e Sauvignon Blanc como as principais, mas é amplo o sortimento do que se pode encontrar por ali, abarcando castas como a Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Alvarinho, Malvasia, entre outras tantas, com resultados deveras surpreendentes.
O Tejo é uma terra de tradições e histórias, mas firma-se hoje no campo da vitivinicultura como um espaço de descobertas, com (boas) novidades e cada passo que se dá, em um permanente convite às novas experiências e a revelação de novos sabores.